domingo, 9 de setembro de 2007

Nonaka e Takeuchi e a produção do conhecimento

Partindo de um estudo das organizações japonesas Nonaka e Takeuchi (1997 p.76) também fazem referência a produção do conhecimento e funcionamento no processo de inovação de ambientes criativos: "Na visão racionalista, a cognição humana é um processo dedutivo de indivíduos, mas um indivíduo nunca é isolado da interação social quando percebe as coisas. Assim, através deste processo de "conversão social" , o conhecimento tácito e o conhecimento explícito se expandem tanto em termos de qualidade quanto e quantidade"

Nonaka e Takeuchi (1997 p. 65) definem o conhecimento tácito como aquele que é pessoal e específico ao contexto , difícil de ser formulado e comunicado. O conhecimento explícito ou "codificado" refere-se ao conhecimento transmissível na linguagem formal e sistemática. Dentro deste contexto a externalização é um processo de articulação do conhecimento tácito em conceitos explícitos. Da combinação e categorização de conhecimento explícito (como realizado em banco de dados de computadores) pode gerar novos conhecimentos.

O processo de sociabilização gera o "conhecimento compartilhado" (NONAKA e TAKEUCHI, 1997 p.80), como também modelos mentais ou habilidades técnicas compartilhadas.


NONAKA, Ikujiro ; TAKEUCHI, Hirotaka . Criação de Conhecimento na empresa. Tradução: Ana Beatriz Rodrigues, Priscila Martins Celeste. Riode Janeiro: Editora Campus, 1997


Levy afirma a folha que WEB 2.O não é novidade

Por outro lado alguns autores não percebem na Web 2.0 uma grande novidade e percebem este fenômeno como uma evolução natural da Web como afirmou Levy (2007) em entrevista: "A web 2.0 significa apenas que tem muito mais gente se apropriando da tecnologia da internet, o que a torna um fenômeno social de massa. Significa que não é mais necessário recorrer a intermediários ou técnicos."

LEVY, Pierre.
Web 2.0 não é inovação, diz Pierre Lévy. Folha de São Paulo, São Paulo, 14 agosto 2007, Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1408200711.htm , Acesso em: 30 agosto 2007.

Levy fala sobre inteligência e a cognição

Levy (1993, p. 135) afirma que "A inteligência ou a cognição são o resultado de redes complexas onde interagem com um grande número de atores humanos, biológicos e técnicos.", ele explica que não somos inteligentes sozinhos mas somados ao grupo do qual somos membros, carregando toda uma herança de métodos e tecnologias intelectuais.

LEVY, Pierre. As tecnologias da inteligência - O futuro do pensamento na era da informática. Tradução: Carlos Irineu da Costa. Rio de Janeiro: Editora 34,1993

Críticas a Internet

Em 2001 Castells (2003, p. 167) afirmava "esses hipertextos, são limitados, porque a largura da banda e o acesso são limitados. E é possível que permaneça, assim , a menos que essa forma descentralizada de expressão cultural possa ser comercializada..."
Em 1999 Bruce Owens ( 1999 apud Castells, 2003, p. 158) que qualquer cenário em que vídeos de qualidade padrão fossem oferecidos a milhões de espectadores resultaria no colapso dos sistemas de distribuição.
Ted Nelson o criador da teria do hipertexto nos anos 60 critica a falta de dinamismo da Internet , afimando que ela "tentar imitar o papel" sendo uma superfície bidimensional com poucos links, e estes links unidirecionais, quando poderiam ser multidirecionais conforme seu projeto inicial "Xanadu". (Apud Aquino, 2006)


Aquino, Maria Clara. Um resgate histórico do hipertexto. 404notfound - Publicação do Ciberpesquisa - Faculdade de Comunicação da UFBA. Salvador. ano 6, v. 1, n. 55,·2006. Disponível em : http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/404nOtF0und/404_55.htm . Acesso em 01 setembro 2007

Pierre Levy define inteligência coletiva

A inteligência coletiva de acordo com a definição de Pierre Levy (1998, p. 28) é "...uma inteligência distribuída por toda parte, incessantemente valorizada, coordenada em tempo real, que resulta em uma mobilização efetiva das competências".

LEVY, Pierre. A Inteligência Coletiva - Por uma antropologia do ciberespaço. Tradução: Luiz Paulo Rouanet. São Paulo: Editora Loyola,1998

Lidia Oliveira Silva fala da cognição e relacionamento inter e intrapessoal

Lidia Silva (in Lemos e Palacios, 2001, p.167) afirma "...é pela capacidade de relacionamento inter e intrapessoal, pela capacidade do sujeito relativizar o seu ponto de vista em relação com os pontos de vista dos outros , que o sujeito se desenvolve e individualiza" . E desta forma a congnição consiste na interiorização da discussão interindividual.

SILVA, Lidia Oliveira. A internet - A geração de um novo espaço antropológico. In. LEMOS, Andre. PALACIOS, Marcos (orgs). Janelas do Ciberespaço.
2ª ed. Porto Alegre: Ed Sulina 2001


Kerckhove fala da recombinação

Kerckhove (1995, pg 265) traz da engenharia genética o termo "recombinação", ele afirma que o alfabeto e os outros códigos se comportam como células vivas, numa comparação com o RNA - (gene mensageiro). Como estratégia de sobrevivência a cultura ocidental fragmenta e descontextualiza a máteria e a linguagem recombinando-os e transformando isso em inovações que levam a saltos quantitativos na aplicação da inteligência em situações sociais, culturais e tecnólogicas.

KERCKHOVE, Derrick de. A pele da cultura. Tradução: Luís Soares e Catarina Carvalho. Lisboa: Relógio D' agua Editores, 1995